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Rendimento extra a partir de casa: uma semana típica a filmar vídeos curtos com o telemóvel

Marcas pagam a pessoas comuns para filmar vídeos curtos e autênticos dos seus produtos. Eis, dia a dia, como decorre uma semana desse trabalho, do primeiro registo ao pagamento: uma forma inteligente de complementar o rendimento sem sair de casa.

Mulher sentada à mesa, em casa, a apresentar um pincel e produtos de maquilhagem diante de um telemóvel montado num tripé.
Cena ilustrativa: um vídeo de apresentação de produto, filmado em casa com um telemóvel.

Com o custo de vida a subir, o rendimento extra deixou de ser conversa de quem procura um negócio paralelo. Muita gente quer apenas um segundo rendimento que caiba nas horas livres e que se possa ganhar a partir de casa, sem mudar de vida. Poupar ainda mais nem sempre é possível; ganhar um pouco mais, de forma pontual, é outra via.

Uma das formas mais discretas de o fazer é o conteúdo UGC, sigla inglesa de user-generated content, ou seja, conteúdo criado por utilizadores. As marcas precisam de vídeos curtos e autênticos para os anúncios e para as redes sociais — desembalar um produto, mostrá-lo em ação, dar uma primeira impressão honesta — e pagam a pessoas comuns para os filmar. O resultado não parece publicidade de estúdio. Parece algo que um amigo nos mostrou, e é essa a ideia.

Para tornar o assunto concreto, em vez de enumerar funcionalidades, seguimos uma semana típica de alguém que decide experimentar. É um exemplo ilustrativo e anónimo, montado a partir do que a Twirl publica sobre o seu funcionamento: mostra o processo, não resultados.

Um segundo rendimento a partir de casa: o que é, afinal, este trabalho

A Twirl é uma plataforma de UGC que liga criadores a marcas e agências de áreas como a beleza, a saúde e o bem-estar, as aplicações, a alimentação e as bebidas, as viagens e as finanças, entre outras. Para quem está do lado do criador, a tarefa resume-se depressa: filmar vídeos curtos de produtos com o smartphone, em casa, para marcas que publicam campanhas pagas; carregá-los na plataforma para aprovação; e receber por projeto.

Não é preciso ser influenciador. A Twirl diz que não são necessários seguidores: pede um smartphone, conteúdo de boa qualidade e noções básicas de edição. Por isso, é mais fácil olhar para isto como uma competência que se aprende e se vai afinando do que como uma vaga a que se concorre. Ganhar um extra a partir de casa passa, em grande parte, por aí.

Quem se dá bem com isto? Em geral, quem se sente à vontade a filmar-se a si próprio ou a filmar um produto com o telemóvel e procura trabalho flexível, pago por projeto, a partir de casa. Uma audiência grande não é requisito.

Quer ver o que a Twirl pede, antes de continuar a ler?

Ver como funciona a Twirl

Segunda-feira: a candidatura e o vídeo de apresentação

Segunda-feira. A pessoa do nosso exemplo começa pela parte mais trabalhosa da semana: a candidatura. Na Twirl, os criadores candidatam-se com um vídeo de apresentação e um portefólio. O vídeo é a primeira impressão — mostra quem é, como fala para a câmara e que tipo de conteúdo sabe fazer. O portefólio pode ser pequeno, desde que mostre, com exemplos filmados no telemóvel, o estilo de quem se candidata.

Cena ilustrativa: preparar a luz e o enquadramento antes de gravar.

Antes de carregar no botão de gravar, vale a pena dedicar algum tempo à preparação. Uma janela com boa luz ou um aro de luz, o telemóvel bem apoiado, um fundo arrumado e um guião de poucas frases fazem mais pela imagem do que qualquer filtro.

O vídeo de apresentação é, no fundo, o primeiro briefing que a pessoa dá a si própria: o que quer mostrar, em que ordem e com que tom. Quanto mais natural, melhor.

Depois de enviada, a candidatura segue o caminho de todas as outras. A Twirl analisa cada candidatura e pode colocar em lista de espera as categorias que já têm criadores suficientes. Nesta fase, o único trabalho que resta é esperar.

Quarta-feira: a primeira campanha no painel

Quarta-feira. Vamos supor que a candidatura foi aceite. A partir daí, a Twirl mostra aos criadores aceites as campanhas abertas num painel. Cada campanha traz um briefing e a compensação indicada logo à partida, e o criador candidata-se apenas às que quer fazer.

É um bom momento para ler o briefing com calma. Que produto é? Que tom pede a marca? Quanto deve durar o vídeo e há pedidos específicos para os primeiros segundos? A pessoa do nosso exemplo deixa de lado as campanhas que não lhe dizem nada e escolhe uma de alimentação e bebidas, uma das áreas em que a Twirl diz ter marcas, por ter a cozinha à mão.

Quinta-feira: como se filma um vídeo para uma marca

Quinta-feira. É dia de filmar. O briefing pede um vídeo curto a mostrar o produto a ser usado na cozinha. O telemóvel vai para um tripé ou um estabilizador, a câmara aponta para as mãos e para o produto, e a cena repete-se até o gesto sair natural. Um vídeo de poucos segundos pode exigir várias tentativas, e é normal que assim seja.

Mulher de cabelo encaracolado a iniciar a gravação num telemóvel montado num estabilizador, numa cozinha moderna com legumes sobre a bancada.
Cena ilustrativa: filmar na cozinha com o telemóvel num estabilizador.

O que as marcas procuram neste tipo de vídeo é o oposto de uma produção de estúdio: gestos reais, uma primeira impressão honesta e o produto bem visível desde o início. Na prática, a qualidade do conteúdo decide muito: imagem nítida, som limpo, enquadramento estável e uma luz que não esconda o produto.

O truque é pensar nisto como um serviço que se presta a uma marca, um projeto de cada vez.

Cena ilustrativa: telemóvel num suporte com aro de luz, pronto a gravar.

Uma boa luz poupa muito trabalho. Um aro de luz é a solução mais comum em casa, porque ilumina o rosto e as mãos de forma uniforme, mas uma janela virada para a luz natural resolve muitos casos.

O resto é método: o telemóvel bem apoiado, o produto sempre à vista e uma segunda versão da cena, com um arranque diferente, para o caso de o briefing a pedir.

Sexta-feira: edição básica, envio e aprovação

Sexta-feira. Filmar é metade do trabalho; a outra metade é a edição básica. Cortar as hesitações, acertar o ritmo, juntar legendas, exportar. A Twirl refere a edição básica entre o que pede aos criadores, com duas versões do vídeo: uma legendada e uma limpa. Quem nunca editou um vídeo costuma aprender o essencial com uma aplicação de edição, no telemóvel ou no computador.

Cena ilustrativa: rever e editar um vídeo no computador, com o aro de luz ao fundo.

Com o vídeo pronto, carrega-se na plataforma para aprovação. A comunicação com a marca é tratada pela Twirl, e ao criador cabe o conteúdo acabado. A partir daqui, a decisão é da marca: a semana do nosso exemplo termina com o vídeo enviado e a espera pelo sim.

Quando e como chega o pagamento

Há duas perguntas que quase toda a gente faz: quanto e quando. Quanto: a Twirl publica uma compensação de cerca de $130 a $300+ USD por projeto, consoante haja ganchos extra ou variações do vídeo, com pagamento adicional por whitelisting. Quando: a Twirl diz que o pagamento é libertado no prazo de 10 dias após a aprovação da marca, através da Stripe, e que a compensação anunciada é 100% do criador.

O pagamento, em três números

$130–$300+USD

por projeto, consoante ganchos extra ou variações

10dias

para a libertação do pagamento após a aprovação da marca, via Stripe

100%

da compensação anunciada é do criador

Dito de outra forma, o relógio só começa a contar quando a marca aprova o vídeo. Até lá, o trabalho ainda não está concluído, por mais bem filmado que esteja. E como o valor de cada projeto aparece no painel antes de o criador se candidatar, a decisão de aceitar ou não um briefing faz-se com o número à vista.

Rendimento extra e custo de vida: uma forma inteligente de complementar o rendimento

É compreensível que um rendimento extra a partir de casa interesse a tanta gente neste momento. Com o custo de vida mais pesado, poupar ainda mais nem sempre é realista, e cada fatura que chega pesa no fim do mês. Um segundo rendimento, feito de projetos que se escolhem e que se encaixam nas horas livres, é uma alternativa a poupar mais — uma resposta prática, não uma fórmula mágica.

Faz mais sentido encará-lo como um complemento: um projeto aqui e ali para ajudar a pagar as contas, reforçar uma poupança ou cobrir uma despesa pontual. O que o criador controla é quantos briefings aceita e quando os filma; o que não controla é quantos briefings se abrem para o seu perfil.

O que precisa para começar

A lista é curta, e boa parte dela já está ao alcance de quem tem um telemóvel recente:

  • Um smartphone

    E a capacidade de filmar conteúdo de boa qualidade.

  • Vídeo de apresentação e portefólio

    Um vídeo de apresentação forte e um pequeno portefólio para a candidatura.

  • Edição básica

    Legendas, cortes e uma versão limpa do vídeo.

A Twirl diz trabalhar sobretudo com criadores no Reino Unido, nos EUA, na Alemanha, em França, em Itália, em Espanha e nos Emirados Árabes Unidos.

O que esta semana não mostra

Uma semana arrumada em cinco dias é uma boa maneira de explicar o processo; a realidade tem mais variações. Quatro pontos para ter em conta:

  • A aceitação não é automática: a Twirl analisa todas as candidaturas e pode colocar em lista de espera as categorias que já têm criadores suficientes.
  • O trabalho depende de haver briefings abertos para o seu nicho, o seu perfil e o seu país. Como Portugal não consta da lista de países onde a Twirl diz trabalhar sobretudo, a disponibilidade para o seu país é uma das primeiras coisas a confirmar na página da Twirl.
  • É trabalho freelance, feito por projeto através da plataforma e pago por projeto aprovado. Não é um emprego com salário, e não há um número garantido de briefings.
  • A maioria dos briefings exige edição básica (cortes e legendas) e alguns pedem uma revisão antes de serem aprovados.

Quer perceber se o seu perfil se encaixa?

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Para quem faz sentido

Faz sentido para quem gosta de filmar e de ver o resultado, tem paciência para uma candidatura e não se importa de editar um vídeo até ficar bom. Faz menos sentido para quem procura resultados imediatos ou espera que os briefings apareçam todas as semanas sem esforço.

E se a ideia for apenas experimentar? Então o primeiro passo é conhecer, na fonte, como a Twirl descreve a candidatura, as campanhas e o pagamento, e perceber se o seu tipo de conteúdo tem lugar ali.

Saber mais: o próximo passo faz-se na página da Twirl

O registo faz-se no site da própria Twirl, onde estão a candidatura, a descrição dos requisitos e as condições, tal como a plataforma as apresenta. É lá que se vê se há lugar para o seu perfil e que se percebe como tudo funciona antes de preparar o vídeo de apresentação.

Se esta forma inteligente de ganhar um extra a partir de casa lhe despertou a curiosidade, o passo seguinte é curto.

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